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Emprego industrial no Paraná cresce por 20 meses seguidos

Quinta-feira, 11 de julho de 2013


O nível de emprego industrial no Paraná subiu 0,4% em maio de 2013, em comparação ao mesmo mês do ano passado, enquanto que a média nacional reduziu em 0,7%. A expansão do Paraná foi a terceira maior do País e a 20ª consecutiva no Estado, contra o mesmo número de quedas seguidas no Brasil.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (PIMES), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa abrange dez Estados, mais as regiões nordeste, norte e centro-oeste. A expansão do Paraná ficou atrás, apenas, do norte e centro-oeste (1,4%) e Santa Catarina (1,2%). Dos 14 locais pesquisados, dez apontaram retração.

O bom desempenho paranaense foi puxado pelos segmentos têxtil (11,5%), fumo (4,6%), papel e gráfica (4,4%), alimentos e bebidas (3,6%) e máquinas e equipamentos (3,0%).

Os dados são positivos, também, no acumulado dos primeiros cinco meses deste ano e nos 12 meses terminados em maio. “Os resultados confirmam o êxito do modelo de desenvolvimento implantado no Paraná nos últimos dois anos, que prioriza a geração de empregos industriais e no interior do Estado”, afirma Ana Silvia Martins Franco, economista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

PAGAMENTO – A pesquisa aponta que o valor da folha de pagamento real (descontada a inflação) registrou uma ampliação 2,7% em maio de 2013 em comparação a maio de 2012. A evolução foi de 5,8% na média do País.

As principais contribuições positivas no Paraná vieram dos setores produtos químicos (19,3%), borracha e plástico (9,6%), têxtil (9,0%), minerais não-metálicos (8,6%) e refino de petróleo e álcool (8,1%).

O indicador do número de horas pagas do setor fabril do paranaense inverteu a curva ao reduzir em 0,8%, ante a redução de 0,1% para o complexo nacional.

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2013, o nível de emprego no Paraná foi o que mais influenciou positivamente o total nacional. No Estado houve aumento de 1,2%, enquanto que no Brasil foi verificada retração de 0,8%. Os demais locais investigados que mostraram alta neste indicador foram Santa Catarina (0,9%), região norte e centro-oeste (0,5%) e Minas Gerais (0,1%).

No que se refere à folha de salários reais, a indústria paranaense avançou 2,6%, contra elevação de 2,8% na média nacional. O Paraná exerceu a maior influência positiva também em horas pagas, com acréscimo de 0,5% no acumulado de 2013, frente queda de 1,0% para o País. Apenas o Paraná, Santa Catarina (0,3%), Rio de Janeiro (0,2%) e Minas Gerais (0,03%) registraram crescimento neste indicador.

No acumulado de doze meses encerrados em maio deste ano, a indústria do Estado se manteve no topo do ranking nacional, com expansão de 1,2% do contingente ocupado. O Estado vai mais uma vez na contramão da indústria nacional, que desacelerou em 1,3%.

SALÁRIOS REAIS - O volume de salários reais demonstra o comportamento positivo do Paraná, que cresceu 6,1%. No Brasil, o aumento de 3,9%. Em relação ao número de horas trabalhadas, o incremento de 0,4% registrado pelo Paraná foi maior do País. Na média nacional houve recuo de 1,6%. As atividades que apresentaram melhor desempenho na geração de empregos foram fumo, têxtil, máquinas e aparelhos elétricos, produtos químicos e alimentos e bebidas.

NO INTERIOR - Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho em Emprego, o Paraná foi responsável por 12,2% dos empregos líquidos com carteira assinada da indústria de transformação, gerados no Brasil em doze meses findos em maio.

Os empregos da indústria de transformação são considerados os mais nobres, com maior remuneração. O desempenho do Paraná coloca o Estado em quarto lugar no ranking nacional, depois de Minas Gerais (18,4%), Rio Grande do Sul (17,9%) e Santa Catarina (14,3%).

“É importante enfatizar que 89,3% dos empregos industriais criados no Paraná foram para o interior do Estado, confirmando a disseminação geográfica da expansão do mercado de trabalho industrial”, diz a economista Ana Silvia, do Ipardes.

Nesse cenário, segundo ela, ressalta-se a influência positiva da política de atração de investimentos e da valorização do setor produtivo, por conta do Programa Paraná Competitivo, que já atraiu mais de R$ 21 bilhões em investimentos para o Estado, além das obras de restauração e ampliação da competitividade da infraestrutura.

Fonte: Agência de Notícias do Estado

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