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Exportações do Paraná crescem 16,9% e superávit é de US$ 466,9 milhões

Sexta-feira, 03 de julho de 2015


As exportações do Paraná reagiram em junho e cresceram 16,9% sobre o mesmo período do ano passado, passando de US$ 1,46 bilhão para US$ 1,7 bilhão, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). 

Com o aumento, o saldo da balança comercial – diferença entre exportações e importações – ficou positivo em US$ 466,9 milhões. Trata-se de um aumento de 211% no superávit da balança paranaense, já que no mesmo período do ano passado, o saldo havia ficado em US$ 150 milhões. 

O resultado fez o Paraná responder por 10% do superávit brasileiro no mês, de US$ 4,52 bilhões, considerado o maior desde 2009. 

“Estamos diversificando a nossa pauta de exportações e ampliando a nossa participação na corrente de comércio do País”, afirmou o governador Beto Richa. “No contexto nacional, o fato negativo é que o Brasil está reduzindo tanto as exportações quanto as importações como consequência da redução da atividade econômica. Mas o Paraná dá a sua contribuição para reverter esta tendência”, acrescentou o governador. VEÍCULOS E SOJA - Em junho houve inversão na tendência de queda nas exportações verificada em maio, quando os volumes tinham tido queda de 19% na comparação com o mesmo período de 2014 – para US$ 1,25 bilhão. 

Um grande destaque foi a exportação de automóveis, que teve incremento de 281%, para US$ 78,5 milhões. “O desempenho é um exemplo de que o Paraná continua competitivo nas exportações da indústria, apesar da crise econômica”, diz Julio Takeshi Suzuki Júnior, diretor presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes). 

Os principais destinos dos produtos paranaenses foram China (31,72%), Argentina (8,51%), Índia (5,11%) e Estados Unidos (4,21%). 

As exportações de junho também foram puxadas pela soja, que representou 30% do volume enviado ao exterior, com US$ 528,1 milhões. O valor foi 51,11% superior ao de junho de 2014. 

As vendas de carne de frango in natura subiram 42,6%, para US$ 221,9 milhões, e as de açúcar bruto tiveram incremento de 20,4%, para US$ 100,68 milhões. 

Em compensação houve queda nas vendas de farelo de soja, com recuo de 19,6%, para US$ 145, 3 milhões. 

AGRONEGÓCIO – Boa parte do resultado da balança comercial paranaense se deve ao crescimento da agropecuária, embalada pelo recorde de produção de soja e do bom momento da avicultura. 

Os números de junho refletem principalmente a maior velocidade na comercialização da safra de soja. O produtor “segurou” a venda nesse ano, à espera de uma desvalorização maior do real e da recuperação dos preços internacionais e agora começa a desovar os estoques. 

“Os números indicam que o produtor rural começou a escoar mais a safra a partir de junho”, diz Suzuki Júnior, do Ipardes. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), 33% da safra de soja paranaense ainda está estocada nos armazéns, o que deve contribuir para favorecer os embarques nos próximos meses. 

PORTO - A safra recorde e o maior ritmo de escoamento tiveram reflexo nos números do Porto de Paranaguá, que, com investimentos em infraestrutura, atingiu recorde na movimentação de granéis sólidos em junho, com a marca de 1,92 milhão de toneladas de grãos, de acordo com balanço da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA). 

BOX I 

QUEDA NO CONSUMO INTERNO AFETAM IMPORTAÇÕES 

As importações, por outro lado, registraram queda, afetadas pela redução do consumo no mercado interno e pela desvalorização do real em relação ao dólar, que encareceu as compras externas. Em junho, as importações ficaram em US$ 1,24 bilhão no Paraná, 5,3% menores do que no mesmo período de 2014. 

Os principais produtos importados foram adubos e fertilizantes, óleo bruto e automóveis. Entre os maiores exportadores para o Brasil estão China, com 14,96% das importações, Argentina, com 14,39%, Estados Unidos (8,79%) e Alemanha (6,22%). 

De acordo com Júlio Suzuki, do Ipardes, a queda nas importações segue como tendência para o ano e deve contribuir para melhorar os números do saldo da balança comercial ao longo do ano.

Por outro lado, além das exportações de grãos, há uma perspectiva de melhora nas exportações de manufaturados a partir de 2016.

Fonte: AEN - Agência de Notícias

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